• Laura Freignham

O que é preciso para ser um escritor

Não é incomum que pessoas, em determinado momento da vida, queiram escrever uma história que passa em sua cabeça como um filme em replay. Crianças escrevem histórias, contos e fantasias. Eu sei porque fui uma dessas crianças. Mas, por algum motivo, parece que a fagulha da escrita literária acaba passando, seja pela falta de tempo, de oportunidade ou de estímulo.

Mas, como mágica, em determinado momento da vida, essa fagulha parece tomar força novamente e a brilhar dentro de alguns que resolvem permitir que essa fagulha se torne uma chama de verdade. E então nos perguntamos: “E agora? Como me tornar um escritor? Como começo e, principalmente, como termino uma história?”.

As perguntas são muitas e, a princípio, parecem complexas demais para serem respondidas e, infelizmente, muitos as deixam sem resposta e, mais uma vez, a fagulha acaba apagando.

Através desse artigo, eu quero passar para você as respostas que eu encontrei para essas perguntas. Não sei se são as mesmas respostas encontradas por outros autores, mas para mim elas respondem bem e me motivam a continuar escrevendo.

Então vamos lá!

O que preciso para ser um escritor?

Para ser um escritor é preciso, acima de tudo, ser um sonhador. É preciso ter uma história dentro de si que parece ter vida própria e ser capaz de, até mesmo, nos assombrar até que a comecemos finalmente a escrevê-la. E daí, parece que se abre um rio que flui de nosso coração e mente para o papel, ou para o software de edição de textos. Então, se você tem uma história passando como um filme em sua cabeça, talvez seja hora de começar a escrevê-la.

Como eu começo uma história?

Bom, para essa pergunta eu tenho duas respostas: você pode simplesmente começar a escrever e deixar fluir seja lá a história que for. Relaxe e comece a escrever, sem medos ou julgamentos. Dê às personagens da história o primeiro nome que vier à sua mente e depois de tudo escrito, você lê a história e vê no que deu. Confesso que esse é o meu processo criativo principal. Penso que, no meu caso, as histórias já estão prontas dentro de mim e basta eu colocá-las para fora. Simples assim.

Parece muito solto e improvisado? Também acho e, por isso, vou compartilhar o outro processo criativo que é mais organizado e previsível, podendo ser uma boa alternativa para quem quer começar seu livro. Essa outra alternativa consiste em estruturar seu livro determinando protagonistas (mocinhos), antagonistas (malvados), ambientação (onde a história se passa), trama (problema ou os principais acontecimentos, solução para esse problema e como essa solução vai se desenrolar até o fim). Com base nessas definições você pode começar a desenhar sua história em forma de uma lista por ordem em que tudo aparece.

Aqui vai um exemplo de história estruturada: a Princesa Dragão e o jovem Dragão Guerreiro (protagonistas) que vivem no Reino de Todor (ambientação) precisam combater o famigerado Lord dos Bruxos e sua horda de zumbis de pedra (antagonistas) que querem destruir o reino (problema), mas os dragões encontrarão a pedra azul que destruirá a horda de zumbis deixando o Lord Bruxo vulnerável para ser destruído também (solução). Agora basta desenvolver cada uma dessas partes e botar para quebrar no livro. Mas lembre-se de ser verossímil, ou seja, é preciso convencer o leitor.

Como eu termino a história?

A dica é simples e objetiva: comprometa-se com ela. Queira vê-la finalizada e se esforce para isso.


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